quinta-feira, janeiro 11, 2007

Portugueses










Feira
da Ladra
Foto TL

Desistem facilmente.
Nada do que começam tem continuidade
e a sua mente
tende a fechar-se à novidade.
Nem sei de quem se dê com mais prazer
à maldição de se render.

Crêem que, por obra e graça
do destino marcado,
tudo se há-de compor, pois tudo passa
e eles têm o fado,
com que exorcizam a desgraça.

Amo-os do mesmo passo que desamo
para os tornar a amar mil vezes,
preso ao amor com que nos chamo
portugueses.

8 Comments:

Anonymous António P. Castro said...

Magnífico poema, Torquato. O seu blog está a tornar-se um caso sério. Parabéns!

2:05 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Uma excelente definição, mas tão bela que assim até parece que somos grandes.
Beijinho Torquato

5:16 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

António Castro:
Agradeço a sua constante generosidade. O abraço de sempre.

Marta:
Sempre atenta, minha querida. E não é que somos mesmo?
Outro beijinho.

5:54 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Lindíssimo poema!

7:39 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

É o fado...
Que melhor maneira de (n)os definir?

11:05 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Obrigado pela visita e pelas palavras, Sofia e Luís.

10:11 da manhã  
Blogger addiragram said...

e se virássemos as voltas ao destino? Talvez um dia...

9:19 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Valha-nos a esperança, cara Addiragram.

9:57 da manhã  

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