segunda-feira, abril 25, 2011

Poesia no talho

Através do Facebook, recebi da amiga Isabel Pereira a foto acima, surpreendentemente tirada no Talho Teresinha, em Esposende (!), cidade que tenho de ir conhecer...
Todos os lugares, por mais improváveis, são bons para o amor da poesia, convenhamos...
O poema transcrito figura na pag.65 do meu livro "Espelho Íntimo", editado em 2010:

Quantas vezes te esperei neste lugar,
quantas vezes pensei que não chegavas,
quantas vezes senti a rebentar
o coração, se ao longe te avistava.

Quantas vezes depois de teres chegado
nos colámos no beijo que tardava,
quantas vezes, trementes e calados,
nos entregámos logo sem palavras.

Quantas vezes te quis e te inventei,
quantas vezes morri e já não sei.

12 Comments:

Blogger mdsol said...

Que homenagem mais bonita!

E omeu bom dia é o tesouro

10:54 da manhã  
Blogger Torquato da Luz said...

Obrigado pelo tesouro, cara Mdsol. Gostei.

3:23 da tarde  
Blogger OutrosEncantos said...

E sabes Torquato, é nos murais que os poemas escritos ou pintados são mais belos :)

adorei esse achado!
não o poema, que já conhecia, tenho o livro :)), mas o facto de ter sido encontrado escrito num sítio tão peculiar.

parabéns, Poeta :))
beijo.

6:37 da tarde  
Blogger OutrosEncantos said...

bom..., para que não haja má interpretação, já que não fui muito explicita:

é claro que adorei o poema, adoro a tua poesia, tu sabes, quis dizer que o poema não foi novidade por já o conhecer, e é simplesmente belo!

desculpa, Torquato.
beijo.

6:41 da tarde  
Blogger jrd said...

Quando o Poeta dá vida às paredes.
Lindo!
Abraço de Abril

7:41 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Um beijo, Maria, e mais uma vez obrigado pelas suas palavras amigas!

Forte abraço (da mesma data...), caro João!

8:01 da tarde  
Blogger Mar Arável said...

A poesia só devia ser escrita

nas paredes

Abraço

10:38 da tarde  
Blogger Vieira Calado said...

Que bela homenagem!

Um abraço

12:21 da manhã  
Blogger anamar said...

É, atrás da poesia correndo, conhecer a parede que irradia a sua alma, não deixe de comer em Esposende uma "clarinha de Fão" , doce dos deuses, acompanhado por taça de verde ...
É linda a cidade que frequentei amiúde sempre que estava na Póvoa.
Abraço

1:15 da manhã  
Blogger Torquato da Luz said...

Nas paredes e em todo o lado, amigo Filipe! Outro abraço.

Imerecida, caro comprovinciano e amigo José! Abraço também.

Não deixarei de seguir o seu excelente conselho, logo que puder, cara Anamar! Mais um abraço.

9:39 da manhã  
Blogger addiragram said...

E quem preside a este talho poético é Victor Hugo :" amor é saborear nos braços de um ente querido a porção de céu que Deus depôs na carne".
Temos que fazer uma peregrinação a Esposende.!

11:03 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Boa ideia, cara Margarida! Abraço.

9:43 da manhã  

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