quinta-feira, abril 07, 2011

Silves

Para além desta porta não há nada
e esta escada
pára de súbito no ar.
E que dizer da janela
também ela
que já não dá para o mar?
Nada diremos, nada.
Na memória arruinada
só persiste o apelo:
reter nas mãos o momento,
bebê-lo até ao fim, bebê-lo lento,
no esplêndido ondular do teu cabelo.
("Destino do Mar", 1991, rev.)

8 Comments:

Blogger OutrosEncantos said...

... bebê-lo lento, muito lento, para que não tenha fim...

lindo poema, Torquato!
e... é de e em momentos assim, que fazemos a vida valer a pena
porque as portas podem sempre reabrir-se para deixar a vida reentrar..., deixá-la estender a mão até à janela para abri-la de para em par... e o olhar volta a estender-se pelo mar...
:) perdoa o voo, a culpa foi da cegonha:)... deu-me boleia nas asas dela :)
beijo.
Maria

10:16 da manhã  
Blogger António Baeta said...

Que bom relê-lo, meu amigo.

11:29 da manhã  
Blogger Mar Arável said...

Belíssimo caro poeta

3:20 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Um beijo também, cara Maria, e abraços, caros Toy e Filipe!

6:01 da tarde  
Blogger jrd said...

Muito bom! Um grande pequeno poema.

Abraço

7:03 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Um forte abraço também, amigo João!

7:27 da tarde  
Blogger mdsol said...

:))))

7:39 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

:))))

8:07 da tarde  

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