segunda-feira, março 25, 2013

Meu querido PAI,

Às 4.40 h do dia 24 de Março de 2013, o teu coração deixou de bater.
Foi uma luta heróica e silenciosa pela vida.
É uma honra, um orgulho e um consolo imensos ser tua filha e sei que, desde o Céu, continuarás outro Ofício Diário e olharás por nós, com o amor e a delicadeza com que o fazias quotidianamente.
Amo-te eternamente!
A tua filha Maria João.

A todos os que queiram prestar uma última homenagem ao meu Pai:

Velório, hoje dia 25 de Março, na Igreja do Campo Grande, a partir das 17.00 h com missa às 19.30 h.
Enterro amanhã, dia 26 de Março, em Alcantarilha (Algarve), às 11.00h.

PRESENÇA
 
Já não estás onde estavas, já não estás
onde sempre te vi.
Mas, olhando o lugar, sinto-te aí
e recupero a paz.
 
O que conta não é o que se sabe,
tão-pouco o  que se vê.
O que conta é aquilo que não cabe
dentro dos olhos, mas se crê.

30 Comments:

Blogger Unknown said...

Este comentário foi removido pelo autor.

2:13 da tarde  
Blogger Unknown said...

Muito bonito, João. É muito bonita a história que o teu Pai depositou em ti e na poesia. beijinhos. Inês

2:14 da tarde  
Blogger Márcia Maia said...

Eu, que moro no lado de cá do mar e que, mesmo assim, costumava conversar e me encantar com a Poesia do imenso poeta Torquato, lamento muitíssimo a sua partida. E estarei, em pensamento e coração, aí com vocês.

Um abraço,

Márcia

2:46 da tarde  
Blogger Ricardo António Alves said...

Comovido, deixo-lhe os meus sentimentos. Ter conhecido o seu Pai pessialmente e a sua poesia, foi das coisas boas que me trouxeram os blogues.

3:17 da tarde  
Blogger António Baeta said...

Um abraço enorme e saudoso.
No meu blogue - Local & Blogal - deixei uma ultima saudação.

3:19 da tarde  
Blogger Cristina said...

Os meus sentimentos. Gostava muito dos momentos de luz em poesia deste blog...

4:08 da tarde  
Blogger jrd said...

Torquato,
Há poucos dias escrevi-te um e-mail com umas breves palavras, para te anunciar que ia incluir um poema teu no "bonstemposhein". Escolhi um poema sobre a nossa Lisboa, que amavas e que te amava.

http://bonstemposhein-jrd.blogspot.pt/2013/03/postemas-vi_19.html

Hoje deixo-te uma lágrima e a certeza de que jamais esquecerei o ofício diário de te ler e deixar tributo à tua poesia e à tua presença.
O abraço de sempre meu querido Amigo.
João

4:29 da tarde  
Blogger Mar Arável said...

Estimado amigo

já te tinha dito
e a outos que a memória não apaga

nós não deixamos morrer
os nossos mortos

Sempre vivo ao nosso lado

7:00 da tarde  
Blogger O Puma said...

Que viva a tua poesia

Homem bom
poeta de afectos

amante de Lisboa

7:02 da tarde  
Blogger AMCD said...

Os meus sentimentos.

Há dias publiquei um poema do Torquato: exactamente no Dia Mundial da Poesia e início da Primavera. Foi a primeira vez que publiquei um poema dele no blogue, que retirei de um livrinho que me enviou, sem sequer me conhecer. Já estranhava a sua ausência na blogosfera, mas desconhecia o seu estado de saúde.

É com grande pesar que recebo agora a notícia do seu falecimento.

Até sempre caro amigo.

10:59 da tarde  
Blogger jpt said...

As minhas condolências, de leitor atento desde há muito tempo deste ofício. Vivo longe, não poderei estar presente. Deixei também nos blogs onde escrevo um pequeno apontamento e alguns poemas de Torquato da Luz.

8:27 da manhã  
Blogger mdsol said...

Que tristeza tão grande. Os meus pêsames à família.

1:01 da tarde  
Blogger hmbf said...

Sinto a partida. Ficam os versos. Obrigado, Torquato, pela simpatia, pela generosidade.

2:48 da tarde  
Blogger Domingos da Mota said...

Os meus sentimentos.
Deixa-nos a todos a poesia.

4:45 da tarde  
Blogger ana v. said...

Um beijo agora aqui, Maria João.
Para o seu Pai, até sempre.
Ana Vidal

4:52 da tarde  
Blogger Sofia Loureiro dos Santos said...

A enorme delicadeza e generosidade do Torquato marcavam a sua poesia, que nos fica.
Os meus pêsames à família.

11:10 da tarde  
Blogger Cristina Loureiro dos Santos said...

Os meus sentimentos a toda a família :(

11:40 da tarde  
Blogger Teresa said...

Um abraço enorme; um agasalho.

Teresa Sá Couto

2:21 da manhã  
Blogger addiragram said...

Infelizmente soube muito tarde,mas sabia há muito do sofrimento e da luta heróica.Estou triste. Nestas lides dos blogs nos conhecemos, fomos conversando e muito nos estimávamos. Um beijo Torquato e um grande obrigada por o ter conhecido.

11:38 da tarde  
Blogger Luis Novaes Tito said...

Só hoje soube e vou fazer um pequeno apontamento no meu Blog.
Torquato tinha a amabilidade de me enviar sempre os seus livros após a publicação.
Tinha por ele grande carinho e admiração.
Ficam saudades e um grande abraço para a Maria João

3:27 da tarde  
Blogger Joaquim Carlos said...

Um sentido abraço.

3:44 da tarde  
Blogger Vicente FS said...

Não há morte, enquanto houver lembrança.
Que a saudade sempre renovará.

http://inatingivel.wordpress.com/2010/01/12/meditacao-sobre-a-morte-iii/

11:52 da tarde  
Blogger Olinda Melo said...


Só hoje...

Estou sem palavras e com um nó no coração.

Vinha aqui muitas vezes ler os seus belos poemas e ver as suas fotos de Lisboa. Ainda há pouco tempo publiquei a Fogueira, um seu poema, no meu blog. Ele teve a amabilidade de lá ir.

Este seu Ofício Diário acalentava-nos a vida.

Olinda

11:16 da manhã  
Blogger Olinda Melo said...


Tomo a liberdade de levar comigo 3 dos seus poemas para postar no Xaile de Seda.

Muito obrigada.

Olinda

11:44 da manhã  
Blogger AVE VINI said...

Fiquei muito feliz ao descobrir, hoje, a poesia de Torquato da Luz, ao mesmo tempo que muito triste ao saber da sua partida.
É uma perda dolorosa, ao tempo que me consolo pela continuidade da vida em outros planos e pela eternidade da poesia.
Meus sentimentos aos familiares.
Antônio Matoso Filho
Brasília - Brasil

3:51 da manhã  
Blogger espinhos e outras flores said...

Eterno...

12:21 da manhã  
Blogger jrd said...

http://bonstemposhein-jrd.blogspot.dk/2014/03/amigo-poeta.html

3:02 da tarde  
Blogger EDUCAS said...

Cara Maria João
Não sei se lerá este comentário, porque não sei se ainda gere o blogue. Sou um admirador inconfessável dos poemas do seu Pai. Conheci-o no poema "Talvez o fim", que citei "ad nauseum", pela beleza e significado.
Andei á procura dos seus livros, mas só encontrei um, na Wook. Felizmente, a descoberta deste blogue deu-me a ler - ainda mais! - um dos maiores poetas portugueses, de uma sensibilidade extrema e de uma argúcia e simplicidade que fazem o encanto da Poesia.
Não sei se tenciona publicar estes textos, este blogue... mas era importante fazê-lo.
Obrigado por manter esta partilha. E parabéns por ter tido um Pai tão brilhante, capaz de torna o banal em belo e o quotidiano em singelo. E acima de tudo, conjugar o verbo amar em todos os seus tempos verbais.
Mário Cordeiro
mario.cordeiro@netcabo.pt

10:56 da tarde  
Blogger EDUCAS said...

Cara Maria João
Não sei se lerá este comentário, porque não sei se ainda gere o blogue. Sou um admirador inconfessável dos poemas do seu Pai. Conheci-o no poema "Talvez o fim", que citei "ad nauseum", pela beleza e significado.
Andei á procura dos seus livros, mas só encontrei um, na Wook. Felizmente, a descoberta deste blogue deu-me a ler - ainda mais! - um dos maiores poetas portugueses, de uma sensibilidade extrema e de uma argúcia e simplicidade que fazem o encanto da Poesia.
Não sei se tenciona publicar estes textos, este blogue... mas era importante fazê-lo.
Obrigado por manter esta partilha. E parabéns por ter tido um Pai tão brilhante, capaz de torna o banal em belo e o quotidiano em singelo. E acima de tudo, conjugar o verbo amar em todos os seus tempos verbais.
Mário Cordeiro
mario.cordeiro@netcabo.pt

10:56 da tarde  
Blogger MCA said...

http://abibliotecadejacinto.blogspot.pt/2016/04/torquato-da-luz-1943-2013.html

Torquato da Luz (1943-2013)

Em 4 de Dezembro de 2012 publiquei um poema, de Torquato da Luz que, na ocasião, exprimia fortemente o que eu estava a sentir. Hoje, quando fazia uma pesquisa sobre o poeta, descobri que ele morreu, apenas três meses depois deste post, a 24 de Março de 2013.

Fiquei triste. Aqui fica a minha homenagem. O mesmo poema que publiquei há três anos e que continua a falar por mim.

Recomeçar

Vontade de partir, de largar tudo,
de acordar amanhã num hotel em Veneza,
de esquecer o passado, o futuro, o mundo
e baralhar as cartas expostas na mesa.
Vontade de zarpar,
de abandonar as mínimas coisas algum dia amadas
e procurar no mapa das estradas
o que teima em faltar.
Vontade de abalar
sem um aceno
sequer de despedida
e de um modo expedito mas sereno
recomeçar a vida.

(Torquato da Luz)

4:32 da tarde  

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