terça-feira, fevereiro 26, 2008

Ainda as palavras














Baixa
de Lisboa
Foto TL

Para o Hélder Robalo, do blog "Pensamentos"

Não me peçam palavras que não quero
dizer. São tais rameiras inimigas
que só transportam medos e intrigas
e nos vestem de luto e desespero.

Não me peçam palavras carregadas
de tristeza, de dor e sofrimento.
Sei-as tão vãs que nem por momento
as quero ouvir ou ter por ciciadas.

Não me peçam palavras escabrosas,
lâminas afiadas cujo gume
tudo atravessa e queima como lume.

Peçam-me antes palavras luminosas
que me façam voltar a ser criança,
acreditar de novo e ter esperança.

9 Comments:

Blogger Susana Barbosa said...

Se poderei pedir... peço-te pois palavras de amizade, são as mais belas, generosas, e luminosas palavras Torquato!

Abraço amigo

3:17 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Um abraço amigo também, Susana.

6:25 da tarde  
Blogger Helder Robalo said...

Caro Torquato,
Duplamente agradecido. Pelas frases, tão bem construídas em forma de rima. E pela imagem. Do amolador. Tão presente nas minhas memórias!
Um grande abraço!

7:55 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Nada tem que agradecer, caro Hélder.
Apenas tentei responder com um soneto ao seu amável desafio.
A foto do amola-tesouras foi feita ontem, com o telemóvel, na Baixa lisboeta.
Outro abraço.

8:32 da tarde  
Blogger addiragram said...

Belas palavras para as PALAVRAS!

9:28 da tarde  
Blogger JRL said...

palavras luminosas são sempre as que o Torquato dá à luz... um beijinho.

11:15 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Obrigado, Addiragram.

Bom trocadilho, Joana :)

9:02 da manhã  
Blogger peciscas said...

São "imperiosas e urgentes" essas PALAVRAS".

Excelente essa imagem em que, um ofício ancestral aqui aparece a servir-se de um suporte "locomotório" mais moderno.

6:51 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Aquele abraço, caro "Peciscas".

9:25 da manhã  

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