quarta-feira, janeiro 23, 2008

Esgar














Foto TL

Não era riso, era um esgar
de despeito que exibia.
E o olhar,
ao invés da ironia
própria de quem vive a vida
sem alergias,
denotava a descabida
inveja que amarga os dias.

Nem de longe nem de perto
me incomoda, pensei eu.
Mas o certo
é que, por dentro, um deserto
de súbito me doeu.

12 Comments:

Blogger Huckleberry Friend said...

...ou de como um gesto aparentemente insignificante nos pode mudar o dia, o estado de espírito, quiçá o curso da vida! O que vale é que para cada balde de água fria há um raio de sol no Inverno (talvez a proporção não seja tão biunívoca, mas há que acreditar). Um abraço, Torquato!

4:15 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Outro abraço, my Friend.

5:28 da tarde  
Blogger JRL said...

esgares que magoam... e como! um beijo.

7:00 da tarde  
Blogger addiragram said...

No poema, a precisão da emoção! Um abraço.

7:35 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Caras Joana e Addiragram, abraços e beijinhos.

10:08 da manhã  
Blogger marta said...

O Poeta é um fingidor
.......
...
...mas sentente a dor que dedeveras sente


beijinho

11:56 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

...Outro beijinho, Marta!

10:04 da manhã  
Blogger Mïr said...

Um poema cheio de luz.

12:36 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Obrigado, Mïr.

2:47 da tarde  
Blogger Sophos said...

Todos nós temos a pretensão de que somos insensíveis às más energias que outros emanam...especialmente quando nós prórpios estamos cheios de luz. No entanto, todas essas energias nos atingem quando estão perto. O melhor mesmo é tentar mantê-las longe!

Como sempre um grande poema!

4:18 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Sempre generosa, cara Sophos.

7:25 da tarde  
Blogger Fatyly said...

Também faz parte da vida mas há que saber tornear os pedragulhos:)

Beijos

8:15 da tarde  

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