segunda-feira, setembro 13, 2010

Um sopro

Acrílico sobre tela / TL, 2003

Não existimos, não, não existimos,
somos apenas um golpe de vento,
fruto fugaz de um vago pensamento
que nos dá a razão por que insistimos

em crer que, sendo livres, nos sentimos
no dever de afrontar o desalento
e de ir além deste breve momento
entre a espuma das ondas e os limos.

Não passamos de um sopro, um acidente,
leve agitar sem rumo nem sentido
de um raio de luz no meio da folhagem.

Mas, embora a tremer, fazemos frente
ao infinito mar desconhecido
e resolutos seguimos viagem.

9 Comments:

Blogger OutrosEncantos said...

A brisa do teu mar soprou-me que havia poesia bela por aqui. Eu acreditei e vim, seguindo a rota do teu "Espelho Intimo", que acabei de ler e adorei!
Obrigada!

Abraço, Torquato.

10:28 da manhã  
Blogger Obtuso said...

... e parar não podemos, até alcançar a miragem!

Belo poema.

11:00 da manhã  
Blogger Torquato da Luz said...

Abraços, cara "OutrosEncantos" e amigo Tibério!

4:23 da tarde  
Blogger mdsol said...

:))

8:36 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

:))

9:59 da manhã  
Blogger jrd said...

Estamos de passagem. Somos um sussurro, um frémito.
Abraço

5:32 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Certo, como te é habitual, João!
Abraço também.

8:35 da tarde  
Blogger Mar Arável said...

Um sopro

que viceja

10:47 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Aquele abraço, caro Filipe!

9:16 da manhã  

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