quinta-feira, novembro 04, 2010

Perdição

Rua da Quintinha

Como quem comete um crime
e se busca em parte incerta
fiz-me à cidade e perdi-me
em qualquer rua deserta
das muitas que tem o mapa.
Mas em meio da perdição
alguma coisa me escapa:
é que não vejo razão
para se ter por funesta
a que em mim é condição
mais que evidente de festa.

8 Comments:

Blogger jrd said...

É bom perdermo-nos em Lisboa.
E que festa, quando nos "achamos"!
Abraço

1:44 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

É também a minha opinião, caro amigo :)
Outro abraço.

2:25 da tarde  
Blogger Luísa said...

Também me perco muito - e muito festivamente - por esses cantos de Lisboa, Torquato. «Empresta-me» este seu expressivíssimo poema? :-)

1:03 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Sei isso muito bem, cara Luísa. As suas excelentes fotos de Lisboa mostram-no sem margem para qualquer dúvida...
Claro que o poeminha é seu :-)

3:03 da tarde  
Blogger mdsol said...

Eu não me perco nas ruas, tenho um excelente sentido de orientação. :)))

Estou a brincar... Gosto bem de me "perder" nas cidades. Aliás, gosto do desafio de andar sem mapa, mesmo onde não conheço.

:))))

3:12 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Tanto que, por vezes, se ganha em se perder, cara Mdsol...

:))))

5:54 da tarde  
Blogger addiragram said...

Termos tempo e desejo de nos perdermos é coisa boa, sim senhor.

Um abraço.

11:27 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Outro abraço, cara Margarida!

9:39 da manhã  

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