quinta-feira, junho 16, 2011

Espuma

Armação de Pêra
Talvez não tenha a fé inabalável
dos que crêem sem ter visto
e a verdade é que não resisto
à dúvida razoável:
se o tédio é a eternidade,
obrigado, mas dispenso.
Prefiro buscar no mar imenso
a completa liberdade
e pode ser que volte feito espuma
à praia a que pertenço
desde a mais tenra idade
sem dúvida nenhuma.

8 Comments:

Blogger Espumante said...

O sortilégio do mar... pergunto-me sobre as razões que produzem este fascínio que tanta gente tem pelo mar (e eu estou incluído...). Imagine o Torquato que substituia este pedaço do poema por.
«...Prefiro buscar no céu imenso
a completa liberdade
e pode ser que volte feito vento
à praia a que pertenço
desde a mais tenra idade
sem dúvida (aqui teria de arranjar uma rima para o vento) :)))nenhuma...»


Não faria muito sentido, pois não? É... é o mar, só podia ser o mar :)))

Um grande abraço.
Nota: Adorei este seu poema

10:16 da manhã  
Blogger António Baeta said...

Entre a dúvida e a incerteza, a garantia desse fascínio pelo mar.

11:41 da manhã  
Blogger Torquato da Luz said...

Só podia mesmo ser o mar, caro amigo Nelson... Forte abraço também.

Fascínio, dizes bem, Toy. Aquele abraço, meu velho (salvo sejas...) amigo!

2:15 da tarde  
Blogger Mar Arável said...

O belo ciclo das marés

2:23 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Belo ciclo, dizes bem, caro Filipe!

5:16 da tarde  
Blogger jrd said...

Belo poema marinheiro, escrito na espuma das ondas.
Abraço

9:36 da tarde  
Blogger anamar said...

Gostava de saber assim poemar a praia da minha infância e adolescencia, Figueira.

Madura, vivo o meu dia a dia nas prais do Estoril (Monte) e de verão alguns dias por Armação.

É seu o dom, o meu, o de o ler.
Abraço

2:23 da manhã  
Blogger Torquato da Luz said...

E destinado a desfazer-se como a espuma, amigo João...
Abraço também,

Grato pelas suas palavras, retribuo o abraço, cara Anamar!

9:56 da manhã  

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