quinta-feira, fevereiro 15, 2007

A mesa











Acrílico sobre tela
Torquato da Luz, 2006
Houve um tempo em que a mesa posta
da vida abarrotava. Nada
satisfazia o apetite desmedido
das nossas bocas jovens.
Tu chegavas e degustavas
comigo as iguarias
da nossa imaginação.

Eram nossos os frutos, era nosso
o vinho em que demorávamos
os lábios sequiosos.
Era nosso o mundo.

Agora nem o tempo nem o mundo
já são nossos. Mas ainda
temos lugar à mesa
do nosso mútuo deslumbramento.

20 Comments:

Blogger LB said...

E que bela iguaria essa...

Um abraço

10:34 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Outro abraço, caro Luís.

9:31 da manhã  
Blogger Sofia Loureiro dos Santos said...

Tenho estdo ausente da caixa de comentários, mas em constante presença na apreciação dos seus poemas!

11:04 da manhã  
Blogger Torquato da Luz said...

Obrigado, Sofia.

2:41 da tarde  
Blogger marta said...

Que bem pensado, que bem dito, que bem pintado.
Porque o mundo era nosso, literalmente.
Estaríamos enganados? Nunca terá sido?
Ou só, já não é.
Beijinho

7:12 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Não estávamos enganados, não, Marta.
Beijinho também.

8:14 da tarde  
Blogger peciscas said...

O poeta, quando o é, consegue as palavras exactas para descrever o que, afinal, toda a gente sente, embora nem sempre de modo consciente.
O Torquato é poeta, e está tudo dito!

7:25 da tarde  
Blogger AGRIDOCE said...

As Claras em Castelo "desencaminharam-me" até aqui.
Ainda bem que me deixei desencaminhar.
Bom FDS.

7:55 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Aquele abraço, caro Peciscas.

8:31 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Bom FDS também, Agridoce.

8:33 da tarde  
Blogger Fatyly said...

Através da Marta vim visitar este espaço e...tiro o meu chapéu.
Gosto muito de poesia e mediante o que já li subscrevo as palavras do Peciscas.

Voltarei!
Beijos sinceros

10:11 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Beijos sinceros também, Fatyly.

10:16 da manhã  
Blogger António Baeta said...

É a VIDA, a mais preciosa das coisas que possuímos, na sua variedade e adaptação ao tempo.

1:24 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Isso mesmo, Toy. O abraço de sempre.

6:52 da tarde  
Blogger Constança said...

Caro Torquato,
descobri hj este site, e estou encantada! os poemas são lindíssimos, 2 ou 3 causam-me arrepios e, mais q isso, fazem-me pensar, querer mudar, desinstalar-me...
Obrigado por partilhar este dom...
Passarei e leitora assídua :D

10:02 da tarde  
Blogger Crystalzinho said...

Muito bonito.
Que nunca se desperdisse o tempo.
Bjs

11:26 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Obrigado, Constança e Crystalzinho.

8:53 da manhã  
Blogger Eva Luna said...

A Crystalzinho é uma querida!!

Ela é que sabe; aliás, o que des-per-disse está dito. E o Torquato encaixou. Assim mandam as regras da boa educação, não é?

Beijinhos

2:12 da tarde  
Blogger Silvia Chueire said...

Muito, muito bom!

Um abraço,

Silvia

12:43 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Outro abraço, Sílvia.

1:32 da tarde  

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