segunda-feira, julho 27, 2009

Nocturno

Jardim das Janelas Verdes / Foto TL, 2008

Era manhã e anoiteceu
tão de repente que nem demos
por isso, tu e eu.
Agora o mais que podemos
é impelir os remos
para diante e afrontar
sem medo o nocturno mar.
Até que a madrugada
de um dia por haver
traga a promessa de devolver
a tarde que nos foi roubada.

6 Comments:

Blogger António Baeta said...

Apesar da manhã ensolarada o teu nocturno trouxe-me essa paz de quem sabe contrariar a viração.
Um abraço, meu amigo.

11:00 da manhã  
Blogger Torquato da Luz said...

Ainda bem, caro amigo Toy.
Outro abraço e até breve, aí em Silves.

1:55 da tarde  
Blogger jrd said...

Um poema belíssimo.
"As vinte e quatro horas" que têm de ser vividas...
Um abraço

2:01 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Aquele abraço também, caro JRD.

5:37 da tarde  
Blogger addiragram said...

Lindo...só.
um abraço

11:56 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Outro abraço, Margarida

9:55 da manhã  

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