Voz suspensa
Porque tinha nos olhos primaveras
e louros nos cabelos o levaram
e, já preso na cela dos suplícios,
o mataram.
E porque sobre a boca tinha rosas
abriram-lhe a cabeça e procuraram
o segredo que tinha no seu rosto
mas não o encontraram.
E por ter sobre os dedos uma estrela
amarraram-no morto à sepultura,
mas, como a voz tem asas, ainda hoje
eles andam à procura.
("Voz Suspensa", 1970. Cantado por Luís Cília,
disco "Contra a ideia da violência, a violência da ideia",
editora "Le Chant du Monde", Paris)
e louros nos cabelos o levaram
e, já preso na cela dos suplícios,
o mataram.
E porque sobre a boca tinha rosas
abriram-lhe a cabeça e procuraram
o segredo que tinha no seu rosto
mas não o encontraram.
E por ter sobre os dedos uma estrela
amarraram-no morto à sepultura,
mas, como a voz tem asas, ainda hoje
eles andam à procura.
("Voz Suspensa", 1970. Cantado por Luís Cília,
disco "Contra a ideia da violência, a violência da ideia",
editora "Le Chant du Monde", Paris)

3 Comments:
poema que compartilho.
Belo.
Forte.
Verdadeiro.
já "ganhei" o dia!
beijinho.
Lindo o poema. A voz, como a alma, tem asas ... Um beijo.
Muito obrigado, minhas queridas! Beijos!
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