domingo, agosto 07, 2005

Não sei

Não sei se eras de sal, areia ou espuma,
se eram algas os fios do teu cabelo,
se saíras do mar ou de nenhuma
outra coisa que não o meu apelo.

Não sei que sol do sul irradiavam
as tuas mãos, de súbito estendidas
para estas mãos que há muito as esperavam.

Apenas sei que, ao fim de tantas vidas
que vivi prisioneiro dos meus medos,
me descobri liberto entre os teus dedos.

(2005)

9 Comments:

Blogger addiragram said...

Lindíssimo!

10:46 da tarde  
Anonymous E. P. Noronha said...

Gostei muito, parabéns! Vou voltar.

2:52 da tarde  
Blogger mariagomes said...

Passa pela Romã, vê o que eu fiz!...

2:57 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Obrigado, caros Addiragram e E.P. Noronha.
Maria, já por lá passei - como faço todos os dias - e deixei dito que não mereço tanto.
Bjs.

5:34 da tarde  
Blogger lilla mig said...

Que poema lindo! Torquato, quando sai um livrinho? :)

9:11 da manhã  
Blogger Torquato da Luz said...

Qualquer dia, lilla... Obrigado e um bj.

9:22 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

um poema muito bonito-deixo aqui um convite para que me visite no meu cantinho-www.amcosta.blogs.sapo.pt
até lá

3:18 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Já visitei o seu cantinho e dou-lhe os meus parabéns por ele.

6:15 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

agradeço a visita e os parabens tb.
abraço

9:16 da manhã  

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