segunda-feira, julho 18, 2005

O coração

Não se deve esquecer o coração algures,
numa praia deserta ou num jardim público.
O coração tem regras,
embora nem sempre traga manual de instruções.

Já uma vez me esqueci do coração,
numa noite de Inverno, em plena praça,
fechados os cafés e restaurantes.
Chovia a bom chover e nem dei por isso.

Vieram trazer-mo a casa envolto numa estrela,
o que, evidentemente, agradeci.

(2005)

3 Comments:

Blogger António Baeta said...

O coração tem dessas, Torquato.

3:12 da tarde  
Blogger addiragram said...

Há também quem já nos tenha dito que não podemos adiar o coração.Ele é o Lugar,a raíz,o centro...Temos mesmo que lhe dar a voz. Gostei muito.

10:22 da tarde  
Anonymous Mj said...

Para mim, é um dos poemas mais bonitos que já li.
Muitas vezes se perde o coração, mas há sempre Alguém que nos faz recuperá-lo.
Bem sei, meu Pai, que tens coração e, por mais que o percas, eu to devolverei envolto em estrelas e abraços.
Mj

6:19 da tarde  

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