terça-feira, julho 12, 2005

Perguntar

Tudo o que sempre fiz foi perguntar.
Jamais qualquer interesse me moveu
que não fosse o de tentar
saber quem sou eu.

Tendo a dúvida por lema,
vi passarem tão rápidos os dias
que nada mais me resta além do poema
com que iludo as mãos vazias.

E, no entanto, algo me impele
a perguntar, a sempre perguntar.
Não sei vestir outra pele
nem é outro o meu olhar.

(2005)

2 Comments:

Blogger Pink said...

A eterna procura do conhecimento profundo do Eu ... Belo poema, amigo Torquato. Um beijo.

10:54 da tarde  
Blogger António Baeta said...

Procura, procura sempre, mesmo quando nada encontras.

10:34 da manhã  

Enviar um comentário

<< Home