quinta-feira, agosto 09, 2007

Memória












Acrílico sobre tela
Torquato da Luz, 2004

As pessoas que amei - e foram tantas
as que a vida, voraz, me deparou -,
guardo-as uma por uma na lembrança,
meticuloso que sou.
A algumas o tempo já livrou
das malhas do regresso e da esperança
e de outras o amargo que ficou
tolda-me os olhos de criança.
Mas todas, com lugar na minha história,
fazem jus a que as tenha na memória.

5 Comments:

Blogger Rosa dos Ventos said...

Um belo poema que me deixou emocionada!
Abraço

3:12 da tarde  
Blogger JRL said...

Sabe o que lhe digo? É um privilégio para mim poder lê-lo e ler as suas respostas aos nossos comentários, sempre gentis, sempre simpáticas.
O Torquato da Luz é um senhor e tem uma alma muito bonita!
Um beijo

4:55 da tarde  
Blogger JRL said...

A propósito, a tela é linda! Faz-me lembrar os azulejos portugueses... :)

4:56 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Outro abraço, Rosa.

Não mereço tanto, Joana. Um beijo, também.

6:17 da tarde  
Blogger Fatyly said...

Sabes uma coisa? A tela faz-me lembrar as gavetas do nosso "eu"! O poema, tem tanto de simplicidade como grandeza, conseguiste chegar lá e chorei que me fartei!

Parabéns!

Beijos

9:14 da tarde  

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