quinta-feira, setembro 17, 2009

Outro dia

Acrílico sobre tela / TL, 2003

Quando era um búzio o meu coração,
muitas vezes senti colado ao peito
o teu ouvido à escuta da canção
que, nesse tempo mais do que perfeito,
eu disparava contra a solidão.

Ainda agora, uma guitarra ao longe
convida ao fado, a velha melodia,
mas eu recuso o hábito de monge
e parto à descoberta de outro dia.

5 Comments:

Blogger Tudo de mim. Ou quase. said...

No coração podem ouvir-se as ondas que se enrolam sobre si mesmas. Pode ouvir-se, também, o bater das asas, o desejo de se partir.
Mas, se o coração sentir, como se poderá partir?

Não será a partida um eufemismo para a fuga? Será que, ficando em vez de partir, não nos tornaremos nos nossos próprios carrascos?

A propósito, ou a despropósito... algo inédito: nunca havia sido felicitada por ter 25 anos. Ou estações. Ou algo parecido. Talvez tenha. A verdadeira idade está no coração, meu caro, como alguém um dia disse...

12:41 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Razoáveis dúvidas, que nos são comuns, cara leitora.

2:15 da tarde  
Blogger gabriela rocha martins said...

belo




.
um beijo

9:46 da tarde  
Blogger jrd said...

Um belíssimo poema de amor, do passado e do que há-de ser o futuro.
Abraço

12:21 da manhã  
Blogger Torquato da Luz said...

Bem haja, caríssima Gabriela. Um beijo também.

Aquele abraço, amigo JRD.

2:26 da tarde  

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