segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Nada de nada

Não tenho nada de nada.
Os bolsos cheios de coisa nenhuma
aquecem-me as mãos vazias.

Mas olha como bebo a madrugada
e te resgato da espuma
que me alimenta os dias.

(2005)

3 Comments:

Blogger António Baeta said...

É tão belo! Dói.
Um abraço.

11:51 da manhã  
Blogger mariagomes said...

excelente!

abraço
maria

3:46 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Toy e Maria, obrigado e abraços!

9:39 da manhã  

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