domingo, maio 08, 2005

O sentido

Se não souberes de mim, procura-me entre as árvores,
nos campos desolados do meu país distante.
É lá que me passeio, perdido de mim mesmo,
na incessante busca de um caminho.

Se não souberes de mim, procura-me nas ondas
que rebentam nas praias dos meus verdes anos.
É lá que, mergulhando no futuro,
vagueio, entre confuso e indeciso.

Se não souberes de mim, procura-me nos livros
que um dia li, mas logo abandonei,
por não me darem o sentido
da vida, que em vão busquei.

(2005)

2 Comments:

Blogger peciscas said...

A nossa vida é uma procura incessante de sentidos.
Mas, tal qual os livros, logo que descobrimos esses sentidos, logo os abandonamos.
Viver será estar inquieto?

6:18 da tarde  
Blogger António Baeta said...

E quão sentido e com que sentido o dizes, meu amigo.

12:02 da tarde  

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