quarta-feira, setembro 21, 2005

De manhã

De manhã, ao percorrer as ruas
do meu bairro lisboeta,
enternece-me a forma como
de janela a janela
velhos vizinhos se saúdam.

É como se em cada dia
redescobrissem
a surpresa-alegria
de ainda estarem vivos.

Há nesses gestos mais humanidade
que em toda a poesia
alguma vez escrita.

(2005)

5 Comments:

Blogger António Baeta said...

Não diria tanto, mas é muito belo o que dizes.

12:40 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Aí em Silves, Toy, não deve ser diferente. Gente boa é assim.

1:03 da tarde  
Blogger peciscas said...

Olá!
Há já uns tempos que não passava por aqui, mas vejo que o Ofício Diário continua a produzir bons frutos.

7:51 da tarde  
Blogger addiragram said...

Ou será a permanente redescoberta do encanto do reencontro? Não será essa a Busca fundamental de todos nós que, de seguida, se transmuda para o poema? Gostaria que, de quando em vez, se passeasse um pouco pelo "Aguarelas".Gostava de ouvir a sua opinião sincera. Um abraço.

9:12 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Caros Peciscas e Addiragram, sou "cliente" diário dos v/ blogs. Será preciso dizer mais qualquer coisa? Abraços!

9:24 da tarde  

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