segunda-feira, abril 03, 2006

Destino do mar

Os mais terão por destino
sete palmos de terra e um caixão.
Eu, porém, desde menino
sei que não.

Não, não é a terra que me chama.
É outra voz que, da infância,
me namora e reclama:
a voz do mar,
vencendo, breve, a distância
que teima em nos separar.

("Destino do Mar", 1991)

2 Comments:

Blogger António Baeta said...

Linda essa tua ligação ao mar, como a um deus pagão, qual clássico grego.
É o teu apelo de infância, quando a Alcantarilha chegava o cheiro do sueste ou da maresia.

10:17 da manhã  
Blogger Torquato da Luz said...

Poucos poderão entender isso tão bem como tu, Toy.

12:06 da tarde  

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