quinta-feira, outubro 16, 2008

Imaginação














Acrílico
sobre tela
TL, 2008

Pergunto-me às vezes por que motivo os teus olhos
ainda amanhecem cheios da antiga claridade
da praia da nossa infância, esse lugar há muito perdido
onde escavámos o tempo à descoberta dos mistérios
mais secretos, que em parte ficaram sem resposta.
E a explicação que encontro para o fulgor
do teu olhar à luz da madrugada
está em lembrar-me de que nasceste da espuma,
caminhaste sobre as ondas sem milagre
e aportaste à cama da minha imaginação.

6 Comments:

Blogger Once said...

às vezes pergunto-me como pode parecer tão fácil escrever assim e tão poucos o conseguirem .. :)
Gostei muito .. de novo.
Começam a faltar-me os termos Caro Torquato vou optar pelos sorrisos.

Parabéns.

11:01 da manhã  
Blogger Torquato da Luz said...

Obrigado, cara "Once".
Os sorrisos, por vezes, dizem mais do que as palavras...

2:05 da tarde  
Blogger addiragram said...

e...(atrevo-me)criaste raízes nos meus Olhos...

(apenas uma forma de dizer como senti.Nada mais).Um beijo.

5:46 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Um beijo também, cara Margarida.

8:01 da tarde  
Blogger Fatyly said...

Foi tão bom andar aqui a pôr em dia a leitura poética e rever "recantos" de Lisboa através das tuas fotos.

Parabéns poeta!

Beijos

7:44 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Beijos também e bom fim-de-semana, cara Fatyly.

9:29 da tarde  

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