quinta-feira, fevereiro 18, 2010

O objecto da poesia

Lisboa e Tejo

O verdadeiro objecto da poesia
é preservar a beleza do mundo.
Todo o poema que não chega ao fundo
do túnel, onde a vida principia
com sua luz de espanto e maresia,
limita-se a ficar a meio da estrada
e em rigor não serve para nada.
Poesia é construção, busca sem fim
do que há-de estar além do que se avista.
Não pode ser sacola de turista
nem simples flor que perfuma o jardim.
Tem de ser instrumento de combate
e dar caminhos novos ao enredo
da vida, sem recuos perante o medo
de que a tomem por mero disparate.

10 Comments:

Blogger addiragram said...

E quem a toma? A poesia é uma permanente demanda.

Um abraço.

12:02 da manhã  
Blogger Torquato da Luz said...

Quem a toma, Margarida? É ver a displicência com que habitualmente se encaram os poetas...
Um abraço também.

10:25 da manhã  
Blogger jrd said...

Porque o poeta pode ser um fingidor, mas a poesia, essa, tem de ser verdadeira...

6:29 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Nada mais verdadeiro, caro JRD.

6:43 da tarde  
Blogger Mar Arável said...

Pelo sonho é que vamos

Abraço

5:42 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

É isso, caro E. Filipe.

Abraço também.

8:07 da tarde  
Blogger Vieira Calado said...

Vamos todos tentar preservar

a beleza do mundo,

escrevendo

ou pelo menos lendo boa poesia

como esta.

Um abraço

2:43 da manhã  
Blogger Torquato da Luz said...

Um abraço também, caro Vieira Calado.

3:04 da tarde  
Blogger CPrice said...

.. a sua cumpre Caro Poeta. E mais, excede .. :)

Beijinho de saudades de o ler, vou parar um pouco por aqui.

Catarina

12:57 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Outro beijinho, Catarina.

3:28 da tarde  

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