segunda-feira, abril 19, 2010

Certezas

Travessa de Santa Teresa / Rua da Quintinha

Tive certezas, tive, mas perdi-as
uma após outra em poucos dias.
Que fazemos aqui, se não sabemos
para onde vamos nem donde viemos
e a vida não é mais aquele rio
que abandona a nascente e ruma à foz
mas este interminável calafrio
feito de laços, embaraços, nós?
Das certezas de outrora, a mais instante
tinha as letras exactas do seu nome
e também essa enfim seguiu adiante,
perdeu-se do que fomos e deixou-me.
Mas o que importa agora é inventar
novas certezas e recomeçar.

9 Comments:

Blogger Obtuso said...

É sempre bom ler e sentir as asas e o voar do Torquato.
Abraço.

1:35 da tarde  
Blogger jrd said...

Porque só os poetas podem "inventar" novas certezas.
Abraço

3:05 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Boa vontade tua, como sempre, caro Tibério. Abraço também.

Inventemos então, amigo JRD. Outro abraço.

5:12 da tarde  
Blogger mdsol said...

:))

10:16 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

:))

9:17 da manhã  
Blogger addiragram said...

"Certezas" provisórias são encantadoras.E o poema também.

11:39 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Um abraço, cara Margarida.

9:10 da manhã  
Blogger Márcia Maia said...

Certezas provisórias, como bem disse Margarida, são lindas. Só os poetas são capazes de descobri-las.
Um beijo daqui, do outro lado do mar.

1:15 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Um beijo também, cara Márcia.

7:01 da tarde  

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