segunda-feira, maio 03, 2010

Nunca existimos

Senhora da Rocha, Algarve

Vamos fazer de conta que foi tudo
mero fruto da nossa solidão
e o planeta rodou solene e mudo,
indiferente a que fôssemos ou não
navegantes de um barco imaginário
que chegou do mar fundo e temerário.

Vamos fazer de conta que largámos
de outra galáxia ou outro continente
e alheios mas audazes ancorámos
no cais erguido algures contra a corrente
de ideias feitas, modas, preconceitos
e mais normas e regras e preceitos.

Vamos fazer de conta que surgimos
do nada para o nada desta hora
e, olhando à nossa volta, sem demora
soubemos que afinal nunca existimos.

12 Comments:

Blogger jrd said...

Fazer de conta é fingir.
Como só os poetas sabem.
Abraço

5:30 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Pois. Mas há mais quem finja, não achas?
Outro abraço.

5:50 da tarde  
Blogger jrd said...

Oh! Se há...
Mas são outros fingimentos. Pouco poéticos.
Um Abraço

10:25 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Claro que sou da mesma opinião.
Abraço renovado.

9:39 da manhã  
Blogger addiragram said...

Um mecanismo tenebroso, esse, completamente perverso.
Talvez, amanhã, com mais tempo, volte aqui.

Um abraço.

9:25 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Um abraço também, cara Margarida.

9:04 da manhã  
Blogger António Baeta said...

Sempre o teu regresso a essa Senhora da Rocha feita barco, sulcando os mares.

12:16 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Amor velho não cansa, caro Toy...

4:57 da tarde  
Blogger mdsol said...

:))

6:00 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

:))

9:08 da tarde  
Blogger Obtuso said...

Bah! O Teixeira dos Santos não me dá tréguas com as declarações fiscais neste período de loucos e não me deixa tempo nenhum para o que gostaria de ler e fazer !!
Gosto muito deste poema.
Sempre contigo!
:))

Abração.

1:06 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Manda-o mas é passear e dedica-te à poesia!
:))
Abração também.

2:01 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home