quinta-feira, março 10, 2005

Gente

Gente a que me entreguei sem nada em troca
e logo se perdeu na multidão,
para apenas deixar na minha boca
o travo amargo da desilusão.

Gente que amei e a quem dei tudo,
sem a mira de lucro ou dividendo,
para me abandonar, surpreso e mudo,
de coração doendo.

Gente por que sofri,
mas a quem perdoei e já esqueci.

(2005)

3 Comments:

Blogger JG said...

Mais um belo poema. Um abraço

1:37 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Há quem perdoe, mas não esqueça. O Torquato perdoou e esqueceu. É de Poeta! Um grande abraço!

Carlos P.

10:08 da tarde  
Blogger Pink said...

Belo poema, Torquato, próprio de uma alma bela e grande ... Eu perdoo, mas não tenho essa grandeza - nem sempre esqueço! Um beijo e bom Domingo.

1:35 da manhã  

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