quinta-feira, maio 11, 2006

Cactos










Há certos cactos que florescem
quando menos se espera.
Sei isso de ciência certa,
porque os tenho na minha varanda lisboeta
e os trato com o amor desprendido
de quem os plantou sem mira de recompensa.

A verdade é que nem todos
se limitam ao caule esférico ou anguloso
e às folhas cobertas de espinhos.
Alguns procuram ser gratos,
o que até rima com eles,
e oferecem-me flores.

Não acontece todos os anos
pela Primavera,
mas vá lá a gente entender os cactos.

(2006)

9 Comments:

Blogger António Baeta said...

Não conseguem ser assim, espinhosos, todo o tempo. Quando lhes apraz, libertam uma flor.

12:41 da tarde  
Blogger Susana Barbosa said...

Sabedoria, adquire-se por vezes nas coisas simples e belas da vida!
Tão simples e belas como aquela que aqui descreve... obrigada.
Beijinhos

2:23 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Mais um abraço, Toy, agora que, como muito bem dizes, regressaste de onde sempre estiveste...

3:03 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Continuo "cliente" diário do Arestália, cara Susana. Beijinhos também.

3:05 da tarde  
Blogger JMB a.k.a. GIRASSOL said...

luz.cactos.espadas.bons textos.entendo-te..

5:26 da tarde  
Blogger RAA said...

São assim mesmo, os cactos. Belo poema. Um abraço.

11:20 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Um abraço também, caro Ricardo.
Idem para Crisassol.

8:50 da manhã  
Blogger addiragram said...

Parabéns por tudo.Pelos cactos,pelas flores, pela poesia e...porque não tb pela novidade da fotografia!

11:58 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Pois é, cara Addiragram, estou a aprender coisas novas todos os dias. Obrigado.

9:19 da manhã  

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