segunda-feira, maio 15, 2006

Desenho









Deixaste desenhada na areia
a passagem dos dias em que foras
a onda, a concha, o canto da sereia.

Procurei-te, sedento, no calor das horas,
no tempo em que se colhem as amoras.

Mas só achei o desenho
que deixaste à passagem
e nele, incerto, me detenho
entre o deserto e a miragem.

(2006)

6 Comments:

Blogger Pink said...

Que poema mais belo, amigo Torquato! Há pessoas que deixam marcas que não se apagam nunca!

Um beijo

9:30 da tarde  
Blogger Sofia Loureiro dos Santos said...

A beleza da simplicidade nos seus poemas toca-me particularmente.
Obrigada.

9:58 da tarde  
Blogger Laura Lara said...

Torquato
Que poema tão belamente desenhado.
Obrigada por estes momentos.
Beijinhos

12:37 da manhã  
Blogger Torquato da Luz said...

Pink, Sofia e Laura:
Obrigado pelas vossas palavras.
Beijinhos.

9:17 da manhã  
Blogger António Baeta said...

Gostei imenso dessa angustiante incerteza, "entre o deserto e a miragem".

12:12 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

O abraço de sempre,Toy.

1:32 da tarde  

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