segunda-feira, maio 29, 2006

Medo










Acrílico sobre tela/Torquato da Luz, 2004

Medo de te amar de mais,
quando demais não é suficiente.
Medo de não saber por onde vais,
quando te sei ausente.

Medo de ficar só entre os demais,
quando se torna evidente
a abundância de sinais
de que não estás presente.

Medo de te amar de mais,
porque demais não é suficiente.

(2006)

7 Comments:

Blogger RPM said...

amar, amar...qual a quantidade!!!!

qual a dose....

uma dúvida para quem está (in)seguro!!

abraço e boa semana

RPM

2:57 da tarde  
Blogger António Baeta said...

Um belo poema à volta de um advérbio cuja utilização não é nada fácil.
Os demais amarão tanto e com tanto amor?

6:50 da tarde  
Blogger Cãocompulgas said...

Amar demais... nunca se ama demais, pois não?

A dor do amador pelo amor do amado... mas só assim será amor...

Muito belo.

Beijinho,

7:41 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Caros Rui Pedro e Toy, o amor, por maior que seja, é sempre de menos.
Abraços.

8:37 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Pois é, Fátima. Como disse, todo o amor é pouco.

8:41 da tarde  
Blogger Fatma said...

Excelente poema. Poema de amor e medo. Dois gigantes unidos pelo sentimento de quem ama...quer amar... não tem opção no amor que sente. Concordo plenamente: todo o amor é pouco.

11:31 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Um beijinho, Fatma.

8:43 da manhã  

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