terça-feira, maio 05, 2009

Espelho















Jardim de Santo Amaro Foto TL, 2009
Como quem, debruçado sobre o espelho
do lago, que uma leve brisa agita,
de súbito descobre que está velho
e, por mais que se mire, não acredita
no olhar que do outro lado o fita,
assim me achei perante ti, ao fim
de tanto tempo sem curar de mim.

6 Comments:

Blogger drengo said...

poucas vezes li algo, como agora, que me ajudasse a compreender o que eu próprio senti em momentos que, depois, procurei esquecer...

abraço,
j.

11:23 da manhã  
Blogger Torquato da Luz said...

Um abraço também, caro J.

2:14 da tarde  
Blogger jrd said...

Belissímo poema! Do melhor que tenho lido e sentido.
Um poema que eu gostaria de ter escrito se tivesse nascido poeta.
Cuida-te, que nunca é tarde e a poesia também se reflecte no espelho da água.
Abraço

3:30 da tarde  
Blogger once said...

sentido este.
E quantos de nós não deixamos ingenuamente passar o tempo do tempo que temos para partilhar.

:) gostei. imenso.

5:21 da tarde  
Blogger addiragram said...

A reciprocidade é indispensável no e ao amor.Caso contrário,fica-se progressivamente mais depauperado e, por isso mesmo, mais envelhecido.

Um abraço pelo belo poema.

5:54 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Generosidade tua, JRD. Outro abraço.

De acordo, claro, Catarina e Margarida. Beijinhos.

6:29 da tarde  

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