quarta-feira, março 10, 2010

Ao piano

Um gladíolo na varanda
Sentavas-te ao piano e tocavas Chopin
enquanto eu não chegava. Era a missa pagã
das luminosas tardes com que a Primavera
nos acordava ao fim da invernosa espera.
À margem do caminho as pedras rebentavam
em frágeis flores, como se as teclas que tocavam
os teus dedos de súbito achassem maneira
de dizer que me esperavas, inocente e inteira.

10 Comments:

Blogger jrd said...

Belíssimo!
Quando a poesia solta a Primavera e tira música e flores até das pedras.
Um abraço, Poeta

6:47 da tarde  
Blogger Obtuso said...

jrd já disse tudo! tudo!

TG

8:10 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Caros JRD e Tibério, aquele(s) abraço(s).

8:23 da tarde  
Blogger Magnolia said...

Das esperas...que coisa tão linda
Bj

8:40 da manhã  
Blogger Torquato da Luz said...

Bj também, cara Magnólia.

10:03 da manhã  
Blogger MeuSom said...

Santo Deus, como tu sabes dizer tão bem "as coisas".

Como é que eu não tinha ainda lido este poema?!...

Sentimento lindo!

Beijo de Amizade.

1:10 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Outro beijo, cara MeuSom!

3:49 da tarde  
Blogger MeuSom said...

Torquato, tomei a liberdade de publicar este poema no meu blog.
Confere e vê se tens algo a dizer que não concordes.
Obrigada.

6:40 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Tudo ok, minha cara!
Obrigado.

7:09 da tarde  
Blogger MeuSom said...

Obrigada Torquato, é lindo este teu poema.
É muito bom haver quem saiba escrever poesia linda assim como esta.
Parabéns.
Sou que agradeço a gentileza de teres permitido.
Abraço.

8:11 da tarde  

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