segunda-feira, março 21, 2005

Amor e ódio

Umas vezes floresta, outras deserto,
umas vezes cetim, outras cotim,
umas vezes veludo, outras estopa.

Umas vezes de longe, outras de perto,
umas vezes princípio, outras fim,
umas vezes piranha, outras garoupa.

Umas vezes de noite, outras de dia,
umas vezes silêncio, outras ruído,
umas vezes o amor que me alumia,
outras vezes um ódio sem sentido.

(2005)

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

"Umas vezes o amor que me alumia, outras vezes um ódio sem sentido", tem tudo a ver comigo. Um belo e surpreendente poema.

10:49 da manhã  
Blogger peciscas said...

O nosso ofício diário de viver é feito de contrastes que são, afinal, o sal e a pimenta que o tempera.

4:44 da tarde  
Blogger António Baeta said...

Um poema polar para esta nossa vida dual.
Gostei.

10:35 da manhã  

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