terça-feira, março 15, 2005

Noite insinuante

Insinua-se a noite em nossos corpos,
como um rio que no mar se dissimula:
tu vens dessas paragens onde a lua
se alimenta de sombras e remorsos
e eu trago o peso enorme dos enganos
que me percorrem os ossos.

Mas não tememos nada: os oceanos
são as ruas da noite que inventamos.

(2005)

3 Comments:

Blogger António Baeta said...

"... trago o peso enorme dos enganos que me percorrem os ossos."

Fiquei aqui preso nas tuas palavras.

Um grande abraço meu amigo.

10:46 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Muito bom, este poema. Dá que pensar.

Carlos Pereira d'Oliveira
Lisboa

8:29 da tarde  
Anonymous mariaazenha said...

fiquei maravilhada.
um beijo,

maria azenha

3:58 da tarde  

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