terça-feira, outubro 04, 2005

Agosto

Não me interessa saber donde vieste,
de que planeta ou que país distante,
se te trouxe o suão ou o vento leste
dos lados do ocidente ou do levante.

Não me interessa a origem do teu nome
nem se tem nome a terra onde nasceste.
Tão-pouco me seduz ou me consome
conhecer os caminhos que correste.

Quero-te sem passado e compromisso,
de corpo inteiro e alma preparada
para a festa da minha madrugada.

E quero mais, ainda mais do que isso:
roubar o sol que te ilumina o rosto
para ter todo o ano o mês de Agosto.

(2005)

9 Comments:

Blogger Laura Lara said...

Que lindo soneto, Torquato. Beijinhos

7:47 da tarde  
Blogger addiragram said...

Parece ter sido escrito de uma assentada!Com a força da emoção que tudo germina.

10:08 da tarde  
Anonymous Maria Gomes said...

belíssimo poema!


maria

12:38 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Laura, Addiragram e Maria, obrigado pela vossas palavras. Beijinhos!

1:06 da tarde  
Blogger António Baeta said...

Belíssimo, o teu Agosto.

1:31 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Adorei! A cada dia que passa gosto mais dos teus poemas. Parabéns!Mj

9:27 da manhã  
Blogger Torquato da Luz said...

Um abraço, Toy, e bom fim-de-semana!
Para ti, Mj, mil beijos!

1:01 da tarde  
Blogger TR said...

Muito bonito este seu Agosto, que não é bem igual ao meu...

Estou de chegada ao seu blogue e de alguns dos poemas que li, retenho dois:
- "Quase", pela sensação de estar a chegar; e porque às vezes o "quase" é como o sonho: faz mover o mundo...
- " A tua voz" porque a voz tem um poder absolutamente fascinante. Quem já fez rádio sabe-o e quem fala muito ao telefone com pessoas que não conhece também, por exemplo. A vontade que dá saltar para o lado de lá e ver a pessoa que fala connosco ou então/e ainda quão alta pode voar a imaginação embalada por uma voz!...

5:14 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Grato pelo seu comentário, TR. Volte sempre!

5:51 da tarde  

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