sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Sem medo

Quando tudo me pesa, quando a noite
nunca mais é manhã e a frieza
me entra no quarto e vem colar-se
à minha pele, aos músculos, aos ossos,

quando me sinto à beira do naufrágio
e não há salva-vidas, bóia, bote
à vista a que me agarrar,

quando tropeço e já me assalta o medo
de nunca mais me levantar,

eis que te vejo e chega a madrugada,
não há mais frio nem me é adverso o mar
e sigo em frente sem temer mais nada.

(2006)

2 Comments:

Anonymous Ana said...

Sem medo estendo a mão à esperança, a amiga, a companheira.
Sem medo volto aqui e nunca desiludida fico . Sem medo levo o seu poema comigo .Obrigada.
Ana

4:36 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Não tem nada que agradecer, misteriosa Ana.

6:31 da tarde  

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