sexta-feira, maio 18, 2007

Verba volant















Acrílico sobre tela
Torquato da Luz, 2004

As palavras ganham asas, voam,
jovens pássaros em busca de infinito,
numa aventura veloz e inquieta.
Nem sempre é fácil acompanhá-las, seguir
o rumo livre da sua fragilidade,
afinal apenas aparente.
É que não raro têm garras,
unhas longas e afiadas,
e tomam conta de nós com tal afinco
que nos fazem dizer
o que queremos e não queremos.

8 Comments:

Blogger Fatyly said...

Grande verdade num poema genial.

Quanto ao acrilico, muito abstracto e não gosto, com todo o respeito!

Beijos e um bom domingo

12:06 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Ora essa, cara Fatyly, acho muito bem (e agradeço) que digas que não gostas, quando não gostas. Este acrílico, de 2004, presta-se à divergência de opiniões...
Beijinhos.

1:19 da tarde  
Blogger Mar Arável said...

As palavras são assim - algumas
respiram por guelras.Tal e qual -
o acrílico.

3:29 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

É isso, caro E. Filipe.

7:04 da tarde  
Blogger LB said...

Belíssimo poema amigo Torquato.
Será que poderei ter a ousadia de vir a utilizá-lo (obviamente com o devido crédito)?

Um abraço

5:55 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Disponha, caro Luís.
Outro abraço.

6:26 da tarde  
Blogger marta said...

Infelizmente, demasiado verdadeiro, mas sempre muito bela a maneira de dizer.


beijinho

6:38 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Beijinho também, Marta.

10:02 da manhã  

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