segunda-feira, junho 04, 2007

O medo









Acrílico sobre tela
Torquato da Luz, 2007

O medo tem muitos rostos,
qual deles o mais assustador.
É o medo da morte, o medo da dor,
o medo da noite e do sol-posto,
o medo do frio e do calor.

O medo da polícia e do ladrão,
o medo do sim, o medo do não,
o medo da sombra, o medo da luz,
o medo da rua e da escuridão
e ainda o medo que traduz
esta palavra: solidão.

Mas o medo que a esmo
corrói mais que nenhum
é o que cada um
tem de si mesmo.

8 Comments:

Blogger Luzitano said...

Estas novas tecnologias são um sucesso! Inadvertidamente fui ter ao teu Blog e inexplicavelmente voltei a um tempo passado e dei por mim a lembrar-me de como gostava imenso dos teus textos. A tua poesia é fenomenal! Os teus antigos textos a que me refiro foram os teus primeiros no Jornal do Algarve. Tantos anos! A vida é fantástica! Um forte abraço.

7:58 da tarde  
Blogger Mar Arável said...

Estamos num tempo também aqui --
onde o medo parece ser recomendado
pelos poderes centrais - é grave -
merece atenção

10:08 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Abraços, caros Luzitano e E. Filipe.

9:31 da manhã  
Blogger Rosa dos Ventos said...

Já sentiste o medo de não ter medo?
Eu já!

7:52 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Olha, aí está mais um medo de que não me lembrei, Rosa.

10:23 da tarde  
Blogger Fatyly said...

Quem vive de "medos", vegeta e felizmente nada me corrói:))))))

Parabéns poeta!
Beijos

11:04 da tarde  
Blogger JRL said...

Palavras sábias as suas num belo poema...
Joana

12:31 da manhã  
Blogger Torquato da Luz said...

Beijos, Fatyly e Joana.

1:18 da tarde  

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