terça-feira, julho 08, 2008

Solidão















Tejo lisboeta/Foto TL

Hei-de lembrar-te ainda, quando o vento
tiver varrido as folhas da memória
e nada mais couber na nossa história
de amor do que o direito ao esquecimento.

Hei-de lembrar-te ainda, quando a dor
das horas em que não estive contigo
tiver passado, exorcizando o perigo
de me render a outra dor maior.

Hei-de lembrar-te ainda, quando não
souber mais quem tu eras, solidão.

14 Comments:

Blogger Once said...

novamente sem palavras eu ..
mas de alguma me "hei-de lembrar .."

10:19 da manhã  
Blogger Torquato da Luz said...

Com certeza, cara "Once".

3:59 da tarde  
Blogger ana v. said...

Querido Torquato, os seus poemas têm sempre o dom de pacificar-me. Mesmo quando são tristes, como este. Obrigada por esse sortilégio.
Um beijo

4:36 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Ainda bem, querida Ana, fico-lhe grato por essas palavras.
Outro beijo.

9:06 da tarde  
Blogger peciscas said...

Não haverá, porventura, ofício mais solitário do que o de poeta.
Mas é uma solidão posta em comum com os outros.

12:48 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

É isso mesmo, caro "Peciscas".
O abraço de sempre.

2:08 da tarde  
Blogger LB said...

Um dia hei-de lembrar-me de me lembrar...
Mais um belo poema, amigo Torquato!

Abraço

5:38 da tarde  
Blogger addiragram said...

E mesmo, quando julgamos não nos lembrar, somos surpreendidos pela lembrança...É assim...quando é verdade.Bonito, bonito poema!
Beijinhos.

6:48 da tarde  
Blogger Torquato da Luz said...

Caros Luís e Margarida, lembrar é preciso.
Um abraço e beijinhos (respectivamente, claro...)

7:16 da tarde  
Blogger Fatyly said...

Nunca é demais lembrar e de olhos postos no além...muito tocante mas imensamente belo.

A foto identificadora de um olhar num corpo aprisionado numa solidão pacífica e aceite que olhando pensa "Hei-de lembrar-te ainda, quando a dor
das horas em que não estive contigo
tiver passado"...e verifica que a águas correm na mesma direcção.

Foi um prazer enorme vir até aqui.

Um abraço

9:21 da tarde  
Blogger addiragram said...

O bote já "ancorou":))

12:18 da manhã  
Blogger Laura Lara said...

Hei-de lembrar-me de não esquecer, ainda que seja da solidão.
Que lindo poema, Torquato,
Beijos

11:29 da manhã  
Blogger Torquato da Luz said...

Obrigado, querida Fatyly. Outro abraço.

Já vi, cara Addiragram. É uma honra figurar no "Aguarelas de Turner"; limitei-me a corresponder ao desafio que me fez.

Beijos também, amiga Laura.

3:01 da tarde  
Blogger Claras o contestatário said...

Se calhar não percebi este, Torquato
mas gosto da solidão de estar comigo


beijinho

11:59 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home